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    Predeterminado AtlÂntico sul: Quem chegarÁ primeiro ?

    Me parece um tema muito espinhoso e polêmico de se tratar !
    Gostaria de ver a opinião dos amigos do forum!
    Abraço a todos

    Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
    Nelson Jobim, lançou uma ofensiva para assegurar os interesses brasileiros no Atlântico Sul



    Sergio Leo - de Brasília - Valor Econômico

    Cada vez mais ativo na política externa, o ministro da defesa, Nelson Jobim, lançou uma ofensiva para assegurar os interesses brasileiros no Atlântico Sul, que considera ameaçados pela falta de regras internacionais claras para a exploração de recursos minerais na área.

    Na próxima semana, Jobim viaja à África, para convencer governos locais a aliar-se ao Brasil na tentativa de influenciar na elaboração dessas regras. Sem uma ação urgente, o Brasil pode enfrentar problemas até em rotas comerciais de navegação no Atlântico, afirma o ministro.

    Jobim se refere à região marítima conhecida como “Área” no jargão dos especialistas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que abrange todos os recursos minerais (e biológicos) sólidos, líquidos ou gasosos no fundo do mar e no subsolo além das chamadas plataformas continentais jurídicas dos países.

    A “Área” é patrimônio da humanidade, e sua exploração é controlada por um outro órgão da ONU, a Autoridade Internacional de Fundos Marinhos, ou Isba (de “Internacional Seabed Authority”), que concede uma espécie de licença para exploração de recursos minerais nesse espaço.

    A Isba já firmou contratos de exploração com oito entidades privadas e governamentais para explorar ocorrências minerais, conhecidas como “nódulos polimetálicos”, em 30 blocos, espalhados por mais de 2 milhões de metros quadrados nos oceanos Pacífico e Índico.

    Agora estuda a abertura de autorizações para pesquisas sobre outros recursos minerais de potencial econômico, conhecidos como “crostas cobaltíferas”e “sulfetos polimetálicos” - estes últimos geralmente associados a bactérias e outros micro-organismos que, segundo avalia o governo, podem ser, no futuro, fonte de exploração mais lucrativa que a dos minérios.

    Em dois anos, a Isba deve terminar a regulamentação para exploração dessas crostas cobaltíferas e dos sulfetos polimetálicos, e começar a distribuir concessões com base nas pesquisas realizadas em relação a esses recursos, no Atlântico Sul, avisa Jobim. Ele teme as consequências econômicas e geopolíticas para o Brasil, caso o país não se prepare para a exploração dos recursos nessa região marítima.

    “Se, em dois anos, não fizermos as pesquisas necessárias, perderemos a possibilidade de exploração de áreas muito próximas de nossa plataforma continental”, alarma-se o ministro. Como os blocos de exploração podem ter até 100 quilômetros quadrados, nos quais os concessionários têm direito a estabelecer “zonas de segurança” em torno dessas áreas, podem se criar entre o Brasil e os países do litoral ocidental africano, barreiras para o trânsito de embarcações, dificultando rotas marítimas de interesse do Brasil no Atlântico Sul, acredita Jobim. “Não estou fazendo terrorismo, o que digo é que não podemos chegar tarde”, afirma.

    O Brasil, como noticiou o Valor, já vem tomando providências para garantir seus direitos sobre uma plataforma continental , estendendo a soberania brasileira para além das 200 mil milhas marítimas, até a divisa com o chamado alto-mar, a cerca de 350 mil milhas da costa. Mas, para além da plataforma continental, há regiões de baixa profundidade situadas na Área, que já são objeto de pesquisas de entidades alemãs e russas e preocupam o ministro.

    É o caso da “elevação do Rio Grande”, uma formação que os geólogos chamam de alto topográfico, na zona oceânica em frente ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, cujo topo está a apenas 70 metros de profundidade e a base a cerca de 4 quilômetros abaixo da superfície do mar.

    A instalação de plantas de exploração e beneficiamento dos minerais, com apoio militar para segurança das atividades tão próximas da costa brasileira é indesejável, acredita o ministro da defesa, que endossou as iniciativas do Ministério de Minas e Energia para atrair países africanos e sul-americanos a um levantamento de dados científicos sobre a geografia do Atlântico Sul e Equatorial, a realização, pelo Brasil, de pesquisas sobre as crostas cobaltíferas na elevação do Rio Grande do Sul e uma pesquisa-piloto dos depósitos minerais e biodiversidade nos arquipélagos de São Pedro e São Paulo, a cerca de 1,1 quilômetro do litoral do Rio Grande do Norte.

    “Esse é um assunto que diz respeito ao trânsito no Atlântico Sul, onde o Brasil tem responsabilidade até no que diz respeito a socorro marítimo”, enfatiza Jobim. Ele pretende levantar a discussão na reunião dos ministros de defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na segunda-feira, em Angola.

    Já vem tratando do tema em conversas com a Namíbia, país africano com quem a Marinha do Brasil tem um acordo de cooperação e fornecimento de embarcações. “Precisamos ter uma política Sul-Sul para essa questão, e ter uma posição conjunta na ONU”, defende Jobim.

    Para os ministérios da defesa e de Minas e Energia, além da importância econômica e geopolítica, alguns países vêm se interessando pela pesquisa de recursos na Área motivados pelo desenvolvimento tecnológico resultante da exploração mineral em grandes profundidades.

    O alto custo dessa exploração faz com que haja pouco interesse do setor privado de países emergentes, porque a exploração mineral na Área não parece economicamente compensatória, por enquanto.

    Os pedidos de pesquisa e exploração visam garantir a reserva dessas áreas para exploração futura. Como 95% dos oceanos não têm profundidade maior que seis quilômetros, os países que dominarem tecnologia de aproveitamento dos nódulos polimetálicos em profundidades de 4 mil a 6 mil quilômetros conquistarão os oceanos do ponto de vista tecnológico e estratégico, argumenta o ministro.

  2. #2
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    Predeterminado Respuesta: AtlÂntico sul: Quem chegarÁ primeiro ?

    Depois de encontrado novos campos de petróleo na costa brasileira e especulações sobre possíveis grandes reservas no litoral sul argentino, se vê cada vez mais aumentar a movimentação de países do hemisfério norte nestas bandas do globo.
    Como seria la reacion de los yanques, russos, europeus se navios de pesquisa argentinos,chilenos, brasileiros, sul-africanos etc... fincassem o pé a algumas milhas de suas fronteiras marítimas com a desculpa de "pesquisa" ???
    Acho que temos que acabar com as rivalidades ainda existentes, principalmente aqui na américa do sul, herança de antigos governos militares e de outras potências estrangeiras, que fomentaram de forma estúpida esta desunião, pois divididos somos fracos. Eles (leia-se EUA e europa) sim trabalham em perfeita sintonia quando querem derrubar governos e explorar recursos mesmo sendo em "áreas" internacionais, pois depois de alguma tempo passam a ser deles e não de todo o mundo. Os EUA são um perfeito exemplo, como diz o texto abaixo é um dos poucos que não assinaram o tratado da ONU, pois na visão americana a ONU só existe para defender os interesses deles e passa a não existir quando tenta defender os direitos de todas as nações ou de alguma outra somente.
    Sintonizemo-nos já !
    Abraço a todos


    Buscará Brasil alianza con africanos para explotación del Atlántico Sur


    20.05.2009 Actualizado a las 09:03:05


    BRASILIA, 19 may (Xinhua) -- Brasil propondrá una alianza a los países africanos del litoral atlántico para adoptar una posición conjunta ante la Organización de las Naciones Unidas (ONU) con el fin de obtener la concesión de lotes de explotación de los recursos minerales y el fondo marino en el Atlántico Sur.

    En entrevista colectiva con la prensa extranjera en Brasilia, el ministro brasileño de Defensa, Nelson Jobim, anunció que la semana próxima viajará a Luanda, Angola, donde hará la propuesta a sus pares de los países miembros de la Comunidad de Países de Lengua Portuguesa(CPLP) y otras naciones.

    Según la Convención de la ONU sobre Derechos del Mar, establecida en 1994, la explotación submarina de las aguas internacionales, espacio denominado técnicamente como "Área", está bajo jurisdicción de la Autoridad Internacional de Fondos Marinos.

    El tratado servirá de marco para la obtención de licencias de explotación, aunque algunos países, como los Estados Unidos, no lo hayan suscripto hasta el momento.

    La ONU deberá otorgar lotes que tendrán una superficie de 100 km por 100 km, y cederá hasta un máximo de 25 lotes por país para su explotación.

    Entre las riquezas que pueden ser obtenidas están, además de la explotación pesquera, recursos minerales como manganeso, hierro, cobre y níquel, entre otros, petróleo y gas, y la explotación de la biodiversidad submarina, como por ejemplo bacterias que podrían producir hemoglobina para uso humano.

    De acuerdo al ministro, se trata de "un tema que involucra tres dimensiones: intereses económicos, de comercio marítimo y de defensa" , por lo que Brasil considera "una obligación" alertar a sus amigos africanos sobre las implicaciones que las concesiones podrían tener en el futuro.

    Uno de los aspectos que puede suscitar mayores problemas, evaluó, es la contradiccion eventual entre lols intereses de los países que reciban áreas de explotación y las rutas comerciales marítimas, que podrían verse obligadas a desviarse.

    Jobim explicó que, por ejemplo, en el fondo submarino del Atlántico a la altura de Porto Alegre, en el sur de Brasil, existe un área conocida como Elevación del Río Grande, con importantes reservas minerales que ya es objeto de pesquisa científica por parte de Alemania y Rusia. Por ese motivo, el gobierno brasileño, que trabaja en sintonía con otros países sudamericanos como Uruguay y Argentina, decidió lanzar un llamado a países africanos para que se conviertan en sus aliados.

    Ese abordaje se enmarca, destacó, en la política de alianzas Sur- Sur y la promoción del desarrollo de África fomentada por el presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

  3. #3
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    Predeterminado Respuesta: AtlÂntico sul: Quem chegarÁ primeiro ?

    CHILE
    MARINHA CHILENA EXALTA SUA ESQUADRA
    SANTIAGO DO CHILE, 24 MAI (ANSA) - O chefe da Marinha chilena, o almirante Rodolfo Codina, afirmou que a força armada de seu país está entre as maiores do mundo e que apenas o Brasil têm uma esquadra maior na América do Sul.
    "Quanto à preparação profissional estamos entre as melhores do mundo; por emprego dos instrumentos não temos nada a invejar a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte); pela quantidade dos instrumentos, a marinha brasileira é maior, mas temos a segunda mais numerosa da América do Sul", declarou em entrevista ao jornal local El Mercurio.
    Consultado sobre o reforço da defesa da soberania na região norte do país, após a demanda judicial do Peru frente Corte Internacional de Haia pela demarcação da fronteira marítima o Chile, Codina assegurou que seu país não mudou em nada seu "sistema de controle", segundo ele, "exercido como sempre".
    "Também não houve nenhuma oposição quando (peruanos) ultrapassaram o limite marítimo e foram presos. Há pequenas embarcações peruanas que, quando atravessam o limite marítimo, informam que não pescarão em nossas águas, e apenas cruzam rumo ao sul para pescar em alto mar", acrescentou Codina.
    O chefe da Marinha, que deixa o cargo este ano, foi o primeiro representante desta força em seu país a visitar a Bolívia e navegar pelo Lago Titicaca (entre Peru e Bolívia) com um típico traje do planalto andino.
    Ele também se referiu sobre a potencialidade que a cidade argentina de Ushuaia está adquirindo. "Essa é a opção escolhida por cada país e escapa à Marinha. Criamos Puerto Williams como base naval para exercer a soberania, mas este cresceu depois do nosso quase conflito com a Argentina (1978). Não houve necessidade de ter barcos de guerra, como tínhamos antes, então a Marinha se ocupou da gestão marítima e uma estação de salvamento marítimo", declarou.
    (ANSA)
    24/05/2009 17:22

    Fragata Almirante Lynch:


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